Sim, estou convicto que nem
sempre sou forte o suficiente, nem sempre sou tão forte quanto achei que fosse.
É tudo muito imprevisível. Quando a gente acha que já viu de tudo, vem uma
simples ventania e embaralha tudo em nossa mente; tudo se torna, em questão de
segundos, uma completa confusão. E me vejo, novamente, perdido no mundo que eu
mesmo construí, entre as fortalezas que eu mesmo ergui, assombrado pelos
próprios fantasmas que dei vida, pelas próprias vidas que matei. A convicção é,
de certo, um passo significativo para a compreensão total da forma que
realmente sei lidar com o mundo ao meu redor. Não busco um único adjetivo que
descreva por inteiro toda a situação, mas a aceitação de que tudo se assemelha
a um grande enigma, me parece ser a melhor forma de enxergar a maneira de
reagir a cada e qualquer situação. Não somos máquinas, isso é indiscutível. Não
vivemos de constância, isso é fato. Temos a essência do tempo. Não apenas do
tempo que passa. Mas também, ou se não até mais, do tempo meteorológico. Temos
dia de céu aberto, dias de nuvens densas, dias de tempestade, dias de ventania,
dias de sol ardente, dias de chuva fina, dias fechados, azuis, negros,
límpidos, opacos e embaçados... Não haveria porque esperar que fossemos amanhã
o mesmo dia de hoje. Não haveria porque esperar que fossemos o mesmo sempre.
Não haveria porque esperar que fossemos fortes o tempo todo. Se essa é a minha
condição, estarei sempre munido de um guarda-chuva, roupa de banho, óculos de
sol, roupas leves e agasalho. Se é que assim posso me fazer entendido
Thiago
Brito

Um comentário:
Olá Thiago
Ninguém é o mesmo o tempo todo. As mutações são imperceptíveis aos olhos, mas instigam a mente.
Abraço
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