Por onde estive? Ruas que caminhei, dias de sono, sorrisos, tédio, estresse, estudos, trabalho, música, sexo, amor, lágrimas. Tanto que vivi e ao menos sei por onde estive.
Pés no presente. Coração no passado. Mente no futuro. Estive eu em tantos lugares que já nem sei em que parte do caminho me perdi, ou se me perdi, ou se ao menos cheguei a ir a algum lugar.
É um pouco disso o que sentimos numa madrugada fria e solitária de sábado. Do quinto andar me sinto pairar na atmosfera dos meus porquês. A lua que lá de cima me espia, a vida que lá embaixo se peca e o cara que do meu lado se encontra. E esse cara sou eu.
Tive que fugir de mim mesmo para sentir que havia algo a se buscar.
Tantas foram as atribuições que simplesmente me tornei um corpo em modo automático. E, definitivamente, cansei.
Monotonia me dá sono, o qual tem sido algo comum nos meus dias.
Mas tem um cara aqui. Me chamando para voltar.
E onde estive?
Longe.
Numa distância minima do meu corpo, mas suficientemente fora de mim.
Primeiro os pés. Depois o coração. E depois a mente.
No presente mantive os pés, do passado pedi emprestado o coração e do futuro fisguei a mente.
Até então me ver inteiro.
E pronto.
Consciente de que longe e perto estou.
Longe de quem amo e cada vez mais perto de ser o que almejo.
E isso basta...
Thiago Brito

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