E como seria?
Se as tuas dores pudessem ser vendidas, leiloadas. Se tua loucura pudesse ser arrebatada por um abraço apertado. Se tuas angústias pudessem ser sentidas por aquele alguém que diz: - Eu sei o quanto é difícil, mas seja forte.
Será que sabe?
A força, não discuto, sei o quanto preciso, mas será que sabe o quanto é difícil?
É fácil ser expectador. O espetáculo pronto, o drama e a comédia prontas.
Não, nunca se sabe o quanto dói. Sabe que dói, mas a intensidade depende do grau de cicatrização da ferida, da quantidade de escoriações, dos hematomas, as fraturas, as quedas, os traumas. Essa é uma grande diferença entre nós e qualquer outro alguém.
Ainda que seja contraditório, a necessidade de se ouvir um palavra de conforto é tão considerável quanto o aborrecimento que a mesmice de tais palavras no gera. E isso soa tão verdadeiro, e confuso.
Eu sei que minhas dores nunca serão vendidas, nem doadas; elas curam, o tempo as fazem curar, e enquanto o tempo se encarrega de fazer seu papel não é necessariamente de palavras que preciso. Nossas lamúrias tão e sempre são por medo e insegurança, e não por falta de compreensão.
Então abrace.
Abrace-nos
Abrace-me.
Um abraço basta.
Thiago Brito

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