quinta-feira, março 21

Estupidamente resumível

Não sei se puseram cacos de vidros no chão que piso, se chove ácido em vez de água, se uma há uma camisa de forças me prendendo os braços, se há correntes presas aos meus pés, se há escuridão diante dos meus olhos ou se estou completamente enganado.
As dúvidas são inúmeras, isso é fato. Seguir em frente parece doer, dói ficar parado também, e voltar não parece nem de longe a melhor escolha. Só sei que a dor existe.
Lá fora chove, fino, escasso, mas queima, incomoda, corrói, destrói, leva tudo, não me sobra nada, se não eu a mim mesmo. Mas permaneço.
Eu tento manusear os fatos, mas a sensação de estar imobilizado é devastadora, e isso me enlouquece.
Quanto aos pés, além da dor e da dúvida entre ir, voltar e permanecer, algo me prende, e me sinto ainda mais sem escolhas.
E essa escuridão? Só sei que é cega. Ou eu que sou cego? 
Não é ela que me cega.

Não há cacos, nem ácido, nem camisas de força, nem correntes. Há uma completa escuridão da razão que existe em mim e um engano estupidamente resumível.
E resume-se a que?
Ao medo.

Respira fundo e vai com tudo, sente tua liberdade e tua força, o medo não é nada diante de alguém com liberdade no peito, razão na mente, força na decisão, paciência no ego e fé na oração.

Thiago Brito

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