O tempo escorre pelos dedos e as lembranças brincam de morto-vivo nos vãos do meu pensar, ou seria o contrário?
É só uma dúvida que me acomete, e o que tua essência me remete não é necessariamente dúvida, mas sim a convicção de que até mesmo a dureza do teu orgulho tem me feito bem. Entre o dizer e o calar, é irrelevante a decisão de tal escolha por tão notável ser o sentir no brilho do teu olhar.
E o que me resta são alguns minutos. O trem que nunca existiu, prestes a partir, estremece a linha férrea; imóvel, não sei afinal quem vai e quem fica. Confesso que ainda me alegra a ideia de que tudo não passe de incompreensão, mas já escurece e quase não te vejo, te sinto, mas tua presença também me escorre pelos dedos. O pulsar fica, acelerado e enlouquecido, de olhos fechados, repetindo freneticamente: - Não vá, não vá, não vá...
E já nem sei o que foi que realmente aconteceu, ou talvez seja preciso não saber.
E lembrar basta.
Lembrar basta?
Thiago Brito

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