quarta-feira, abril 17

[Des]camuflagem


Atribui a tudo isso o valor significativo de um pesadelo incômodo e efêmero. Como se de súbito fossem obstruídas todas as nossas vias respiratórias, meus pensamentos estagnaram. A falta de fôlego seguida da falta de graça em tudo que houvesse ao meu redor era uma combinação explosiva e perigosa, e aos poucos todo e qualquer resquício de esperança que houvesse insistente dentro da minha mente, gradativamente foi se esvaindo, numa dissolução lenta e dolorosa. Até cessar. Cessou.
É que perder um amor não é como narrar uma história inventada, a gente tem filtrar as palavras mais claras ante a tantas ideias metralhadas compulsivamente a cada minuto e concentrar-se ao máximo apesar das inúmeras e involuntárias lágrimas que brotam e proliferam-se como epidemia a cada cômodo da alma.
Dói saber que estive enganado, dói conter toda a vontade de declarar-me para ti ao telefone, de cessar o hábito de te enviar cartas de amor e carregar aquele ouro com brilhantes no anelar. 
O porquê?
Decidi fugir da tentativa de encontrar resposta para tal questão. Afinal de contas, as palavras ressignificaram-se. 
E o que muda com o tempo?
A credibilidade das palavras. E o real culpado não é, nem de longe, o tempo; ele só serve de melodia para que as pessoas possam compôr sua própria tragédia, descamuflando suas farsas.

Terá sido mesmo assim em nossa história?
A verdade íntegra só com o tempo surgirá. Mas hoje, é isso que ele me sussurra. 

Thiago Brito

Um comentário:

Anônimo disse...

eu entendi.
eu o amo.

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