Seco
É dessa maneira que me encontro agora.
A noite lá fora suspira fria. A sirene enlouquecida das viaturas ecoa sobre o caos. E quanto a mim, nem sei onde estou.
Não sei se fico ou se vou, se corro, se choro, se grito, se durmo, se pulo, se sei; só sei que escrevo, com pensamentos estreitos, escorrendo pelo cansaço da minha mente, com palavras buscando vida no vácuo que há em mim...
E consigo. Um suspiro inverso. Seco. Aliviado.
Estou em paz. Uma paz interna, anestésica. É isso que consigo perceber. É isso que haverá de me deixar bem.
E isso é tudo.
Eu que sequer tinha noção do escreveria, acabo soltando vocábulos de desabafo, mas o principal foi descobrir que estou em paz comigo mesmo.
Involuntariamente bem, a noite se cala gradativamente e o sono começa a chamar-me.
Tenho que ir...
Thiago Brito

2 comentários:
Estados de alma que por vezes nos deixam assim, perlexos.
Gostei muito da sua reflexão.
Abraço
Olinda
Olá.
Gostei do texto... uma Crônica que busca compreender o que se passa no interior.
Meus parabéns e uma boa tarde.
;D
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