sexta-feira, junho 22

Seco

Seco
É dessa maneira que me encontro agora.
A noite lá fora suspira fria. A sirene enlouquecida das viaturas ecoa sobre o caos. E quanto a mim, nem sei onde estou.
Não sei se fico ou se vou, se corro, se choro, se grito, se durmo, se pulo, se sei; só sei que escrevo, com pensamentos estreitos, escorrendo pelo cansaço da minha mente, com palavras buscando vida no vácuo que há em mim...
E consigo. Um suspiro inverso. Seco. Aliviado. 
Estou em paz. Uma paz interna, anestésica. É isso que consigo perceber.  É isso que haverá de me deixar bem.
E isso é tudo.
Eu que sequer tinha noção do escreveria, acabo soltando vocábulos de desabafo, mas o principal foi descobrir que estou em paz comigo mesmo.
Involuntariamente bem, a noite se cala gradativamente e o sono começa a chamar-me.
Tenho que ir...

Thiago Brito

2 comentários:

Olinda Melo disse...

Estados de alma que por vezes nos deixam assim, perlexos.

Gostei muito da sua reflexão.

Abraço

Olinda

Denis Correia disse...

Olá.

Gostei do texto... uma Crônica que busca compreender o que se passa no interior.

Meus parabéns e uma boa tarde.

;D

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