Se ela lutou contra todos os clichês.
Com um jeito de cantar só seu.
Resgatou o soul sob o império da música eletrônica.
Dançava tropeçando.
Se vestia sem grife alguma por trás.
Aparecia de maquiagem borrada, cabelo desorientado.
Seduzia com suas perninhas finas.
Preferia cantar no pub pé-sujo da esquina.
Detestava o assédio.
Queria beber em paz.
Tem a sua morte tratada com os mais indecentes clichês.
Via Twitter, Face, Blogs:
“Uma morte anunciada.”
“Não suportava a fama.”
“Ela pode até ter acreditado que era imortal.”
“Não controlava a fúria de alma.”
“Genial cantora, não parecia suportar este mundo sem as drogas.”
“O corpo físico não sustentou essa tsunami criativa e poderosa.”
“Nos deixa e passa apenas para uma outra dimensão”.
“Não tinha estrutura para lidar com a fama, a estrada e os paparazzi.”
E o pior de todos:
“O que Amy quer nos dizer agora é: Drogas, não!”
Tem até gente perguntando se haveria outras Marchas da Maconha após a tragédia.
O que ninguém nunca dirá é que ela morreu fazendo o que mais gostava.
Que sua autenticidade era maior do que as vozes da razão e lucidez.
E que, na sua arte, nos fascinava exatamente a resistência em ser comum.
Não a transformem agora em mártir da luta contra os vícios.
Rehab?
No, no, no!I ain’t got the time.
Com um jeito de cantar só seu.
Resgatou o soul sob o império da música eletrônica.
Dançava tropeçando.
Se vestia sem grife alguma por trás.
Aparecia de maquiagem borrada, cabelo desorientado.
Seduzia com suas perninhas finas.
Preferia cantar no pub pé-sujo da esquina.
Detestava o assédio.
Queria beber em paz.
Tem a sua morte tratada com os mais indecentes clichês.
Via Twitter, Face, Blogs:
“Uma morte anunciada.”
“Não suportava a fama.”
“Ela pode até ter acreditado que era imortal.”
“Não controlava a fúria de alma.”
“Genial cantora, não parecia suportar este mundo sem as drogas.”
“O corpo físico não sustentou essa tsunami criativa e poderosa.”
“Nos deixa e passa apenas para uma outra dimensão”.
“Não tinha estrutura para lidar com a fama, a estrada e os paparazzi.”
E o pior de todos:
“O que Amy quer nos dizer agora é: Drogas, não!”
Tem até gente perguntando se haveria outras Marchas da Maconha após a tragédia.
O que ninguém nunca dirá é que ela morreu fazendo o que mais gostava.
Que sua autenticidade era maior do que as vozes da razão e lucidez.
E que, na sua arte, nos fascinava exatamente a resistência em ser comum.
Não a transformem agora em mártir da luta contra os vícios.
Rehab?
No, no, no!I ain’t got the time.
Marcelo Rubens Paiva

6 comentários:
Concordo com vc!
Ngm tem o direito de julgar ngm, até pq ngm é perfeito.
Sem mais!
Abraços e Ótima Sexta!
Bela postagem Thiago, grande texto! O melhor que li sobrea Amy, parabens!
Muito bom dr...falou bem...de uma forma ótima...gostava muito dela voz incrível...e quem não tem pegado atire a primeira pedra!!!
Hasta luego!!!
REALMENTE!
As pessoas que se acham tão moralistas, vão morrer desejando fazer a metade do que AMY fez... ela era guiada pelo seu desejo. E tenho certeza que foi feliz até a morte.
Como você diz: fazia o que gostava.
Tem gente que não tem fama nenhuma e tem os seus vícios também...
E DAÍ?????
SIM E DAÍ!????
Adorei sua visita.
estou te seguindo.
abração
Amy foi uma personalidade excepcional, ela só mostrou e fez aquilo que era e quis fazer, provou que nem mesmo os mais favorecidos economicamente estão safos desse mal que é a droga.
Tinha uma voz muito bonita, um talento belissimo.
Esse texto de Marcelo Rubens Paiva disse tudo.
Abrço em tods
Me amarrei nas palavras... Amy foi tudo isso mesmo!
Bjs!
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